Estudo Semanal

Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.

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רְאֵה

Parashá Re'eh

Tradução: "Vê"
Moshé apresenta o paradigma fundamental: 'Re'eh, anochi notein lifneichem hayom, berachá u'kelalá' — Vê, eu coloco hoje diante de vós bênção e maldição. Bênção, se ouvirdes; maldição, se vos desviardes. Ao entrar na terra, proclamarão a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Eval. Centralização do culto: ao instalar-se na terra, Hashem escolherá um lugar único para Seu Nome habitar (posteriormente Yerushalayim); ali se trarão korbanot, dízimos, ofertas, primícias. Proibição de seguir os rituais cananeus, mesmo se aplicados a Hashem. Tratamento severo para o navi sheker (falso profeta), o mesit u'mediach (incitador à idolatria) e a ir hanidachat (cidade desviada para idolatria). Reiteração das leis de cashrut — animais com casco fendido e ruminantes, peixes com nadadeiras e escamas, aves específicas. Proibição reiterada de basar bechalav. Ma'aser sheni (segundo dízimo) levado a Yerushalayim para ser consumido em alegria, ou trocado por dinheiro acrescido de um quinto. Ma'aser ani no terceiro e sexto anos da Shemitá, dado ao Levita, ger, órfão e viúva. Lei da shemitat kesafim — anulação de dívidas no sétimo ano; advertência contra recusar empréstimo quando se aproxima a Shemitá. Lei do servo hebreu — após seis anos, libertação com presente generoso. Bechor (primogênito do gado kasher), trazido ao Mikdash. Pessach, Shavuot e Sucot — as três regalim em que todo homem deve subir ao Mikdash; e ninguém comparece de mãos vazias.
Talmud | Ta'anit 9a; Shabat 119a
Sobre o versículo 'Asser t'asser et kol tevuat zarecha' (Devarim 14:22), Rabi Yochanan ensina: 'Asser bishvil shetitasher' — dá o dízimo para que enriqueças. Esta é a única mitzvá em que a Torá permite explicitamente testar Hashem, conforme dito em Malachi 3:10: 'Trazei todos os dízimos à casa do tesouro... e provai-Me nisto, diz Hashem Tzevaot, se não vos abrirei as janelas dos céus'. A halachá de tzedaká é, neste sentido, paradoxal: quanto mais se distribui ao próximo na proporção correta, mais a fonte se mantém aberta. Princípio fundamental para qualquer planejamento financeiro judaico.