Estudo Semanal

Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.

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בֹּא

Parashá Bo

Tradução: "Vai (entra)"
As últimas três pragas: Arbê (gafanhotos) — devoram o que sobrou do granizo, escurecendo a terra; Chôshech (escuridão) — três dias de trevas palpáveis sobre o Egito, enquanto há luz nas casas de Israel; e Makat Bechorot (morte dos primogênitos), anunciada por Moshé com solenidade. Antes da última praga, Hashem ordena a primeira mitzvá coletiva ao povo: Kidush HaChodesh — 'Este mês será para vós cabeça dos meses'. Os Bnei Israel devem separar um cordeiro no dia 10 de Nissan, ofertá-lo no dia 14 ao entardecer, comer sua carne assada com matzá e maror, e pintar os umbrais com seu sangue. À meia-noite, todos os primogênitos do Egito morrem — do Faraó ao escravo, e até dos animais. Faraó convoca Moshé de madrugada e expulsa Israel. O povo sai apressadamente, levando a massa antes de levedar, e despoja o Egito de prata, ouro e roupas. São cerca de seiscentos mil homens adultos, além de mulheres, crianças e erev rav (multidão mista). Hashem ordena três mitzvot fundadoras: santificação dos bechorot (primogênitos), tefilin (de mão e de cabeça) e a obrigação de transmitir a história aos filhos: 'Vehigadtá levinchá bayom hahu' — base haláchica da Hagadá de Pessach.
Halachá | Rosh Hashaná 18a; Rambam, Hilchot Kidush HaChodesh
'HaChodesh hazê lachem rosh chodashim' (Shemot 12:2) é a primeira mitzvá dada a Israel como nação — o mandamento de santificar a Lua Nova e estabelecer o calendário. Rashi observa, citando Rabi Yitzchak, que a Torá poderia ter começado por esta mitzvá, e não pela criação do mundo, pois aqui Israel se torna senhor do tempo. Daqui deriva todo o sistema haláchico das festividades, dependentes do cálculo de Rosh Chodesh — um povo que controla o tempo deixa de ser escravo.