Estudo Semanal

Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.

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וָאֵרָא

Parashá Vaerá

Tradução: "E Eu apareci"
Hashem renova a promessa a Moshé com as quatro expressões de redenção: 'vehotzeti' (vos farei sair), 'vehitzalti' (vos livrarei), 'vega’alti' (vos redimirei), 'velakachti' (vos tomarei) — base haláchica das quatro taças do Sêder de Pessach. Moshé transmite a palavra ao povo, mas eles não escutam 'por causa do cansaço de espírito e do trabalho duro'. A parashá insere a genealogia de Reuven, Shimon e Levi, focando em Moshé e Aharon. Hashem ordena novo encontro com Faraó: o cajado vira serpente, engole as serpentes dos magos. Faraó endurece o coração. Iniciam-se as makot (pragas). Sete delas ocorrem nesta parashá: Dam (sangue) — o Nilo e todas as águas viram sangue; Tzefardêa (rãs) — invadem casas, fornos e tigelas; Kinim (piolhos) — quando os magos não conseguem reproduzir, declaram 'Etzba Elohim hi' (é o dedo de Elohim); Arov (feras mistas) — atinge o Egito mas poupa Goshen, marcando a separação entre Israel e Egito; Dever (peste) — apenas sobre o gado egípcio; Shechin (úlceras) — atinge até os magos, que não conseguem mais aparecer diante de Moshé; Barad (granizo de fogo) — pela primeira vez, Faraó admite 'pequei'. Cada praga ataca uma divindade egípcia, desmontando sistematicamente sua cosmovisão.
Midrash | Shemot Rabbá 9:10
Por que Aharon, e não Moshé, golpeou o Nilo (sangue) e o pó (piolhos)? O Midrash ensina: o Nilo protegera Moshé quando bebê, na cesta; o pó da terra encobrira o egípcio que ele matou. Não seria correto que Moshé golpeasse o que lhe fez bem. Daqui se aprende o princípio fundamental de hakarat hatov — reconhecer o bem recebido, ainda que de uma criatura inanimada. Se devemos gratidão a água e a pó, quanto mais a um ser humano que nos fez bem.