Estudo Semanal
Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.
פְקוּדֵי
Parashá Pekudê
Tradução: "Contagens"
A parashá abre com a contabilidade pública e detalhada de todo o material doado e usado no Mishkan: 29 talentos e 730 shekalim de ouro, 100 talentos e 1.775 shekalim de prata (do machatzit hashékel de 603.550 homens), 70 talentos e 2.400 shekalim de cobre. Moshé presta contas item por item, embora Hashem nunca tivesse exigido. Conclui-se a confecção dos bigdei kehunah para Aharon e seus filhos, exatamente conforme ordenado. Todas as peças do Mishkan são apresentadas a Moshé, que verifica: 'E Moshé viu toda a obra, e eis que a fizeram conforme Hashem ordenara, assim a fizeram; e Moshé os abençoou'. No primeiro dia do primeiro mês (1º de Nissan) do segundo ano após o êxodo, Hashem ordena a Moshé erguer o Mishkan. Pessoalmente, Moshé monta as tábuas, estende as cortinas, coloca o Aron com as Luchot dentro do Kôdesh HaKodashim, posiciona o Shulchan com o lechem hapanim, acende a Menorá, coloca o mizbêach haketoret diante do parôchet, dispõe o mizbêach haolá e o kiyor no pátio, e ergue as cortinas do pátio. Unge cada utensílio. Aharon e os filhos são lavados, vestidos e ungidos. Então o anan (nuvem) cobre o Mishkan e a Kevod Hashem o enche, de tal forma que nem Moshé pode entrar. O Sêfer Shemot conclui: a nuvem por dia, o fogo por noite — os Bnei Israel acampavam ou marchavam conforme a nuvem se erguia.
Midrash | Shemot Rabbá 51:1; Tanchuma Pekudê 7
Por que Moshé prestou contas detalhadas se Hashem disse 'ele é fiel em toda a Minha casa' (Bemidbar 12:7)? O Midrash ensina: Moshé ouviu murmúrios entre alguns do povo que questionavam o destino do ouro. Por isso fez questão de prestar contas publicamente, item por item. Daqui se aprende o princípio de transparência absoluta na administração de fundos comunitários — mesmo quem é insuspeito deve agir além da suspeita. Princípio codificado depois no tratado Sheqalim: gabai tzedaká nunca administra sozinho.