Estudo Semanal
Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.
שְׁלַח לְךָ
Parashá Shelach Lechá
Tradução: "Envia para ti"
Hashem permite a Moshé enviar meraglim (espiões) — doze homens, um de cada tribo, todos príncipes. Moshé muda o nome de Hoshea bin Nun para Yehoshúa, acrescentando o yud do Nome divino como proteção espiritual. Eles entram pelo Negev, sobem ao norte até Chevron e Rechov, retornam após 40 dias trazendo cachos de uvas tão grandes que precisam ser carregados por dois homens em vara, além de romãs e figos. O relatório se divide: dez descrevem terra que 'devora seus habitantes', povo gigantesco — 'éramos como gafanhotos aos nossos olhos' — cidades fortificadas; concluem 'não podemos subir'. Calev silencia o povo e declara: 'Subamos imediatamente, pois prevaleceremos'. Yehoshúa apoia. O povo chora a noite toda, propondo voltar ao Egito. Moshé e Aharon caem de face; Yehoshúa e Calev rasgam vestes e clamam. Hashem ameaça destruir Israel; Moshé intercede invocando os Treze Atributos. Decreto: nenhum dos contados acima de 20 anos entrará em Eretz Israel, exceto Yehoshúa e Calev; quarenta anos no deserto, ano por dia. Os dez meraglim morrem em praga. Um grupo tenta subir mesmo após o decreto — os ma'apilim — e é massacrado por amalequitas e cananeus. Seguem-se leis dos korbanot e libações para o futuro na terra. O episódio do mekoshêsh êtzim — homem que ajuntou lenha no Shabat e foi executado por apedrejamento. A parashá conclui com a mitzvá das tzitzit, com a coroa azul (techêlet) que lembra todas as mitzvot e impede que o coração vá após os olhos.
Talmud | Ta'anit 29a
Os meraglim retornaram com seu relatório no nono dia do mês de Av. Naquela noite, todo o povo de Israel chorou. Disse o Santo, bendito Ele: 'Vós chorastes esta noite por chorar em vão — Eu fixarei para vós um choro para as gerações'. Daqui se deriva a tradição de que Tishá B'Av se tornou data de tragédia recorrente: destruição do Primeiro e do Segundo Templo, expulsão dos judeus da Inglaterra (1290), expulsão da Espanha (1492), e mais. O calendário judaico carrega memória; e o pecado da desesperança coletiva — ver o desafio sem ver o pacto — projeta consequências sobre as gerações.