Estudo Semanal
Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.
בְּהַר
Parashá Behar
Tradução: "No monte"
No Har Sinai, Hashem ordena as leis da Shemitá e do Yovel. A cada sete anos, a terra de Eretz Israel deve repousar — não se semeia, não se poda, não se colhe sistematicamente; o que cresce espontaneamente fica disponível para o dono, o servo, o estrangeiro, os animais e os pobres. Promessa de bênção no sexto ano, suprindo três anos. A cada sete ciclos de sete anos (49 anos), o quinquagésimo é proclamado Yovel, ao som do shofar no Yom Kipur: liberdade é proclamada na terra a todos os seus habitantes. As terras vendidas retornam aos donos originais; servos hebreus são libertados. Por isso, a venda de terras não é definitiva — calcula-se proporcionalmente os anos restantes até o Yovel. Há regras específicas para casas em cidades muradas (resgatáveis por um ano apenas), casas em vilas (regidas como campos), e cidades levíticas (sempre resgatáveis). Proibição absoluta de tomar juros (nêshech vetarbit) do irmão judeu. Quem empobrece deve ser sustentado; se vender-se como servo, deve ser tratado como assalariado, não escravo. Yovel libera. A parashá conclui com a reiteração da proibição de ídolos, pedras de adoração, e o mandamento de guardar o Shabat e reverenciar o Mikdash.
Midrash | Sifra Behar 1; Rashi a Vayikrá 25:23
Sobre o versículo 'A terra não será vendida em caráter definitivo, pois a terra é Minha — ki li haaretz' (Vayikrá 25:23), os sábios extraem o fundamento conceitual de toda a Shemitá e do Yovel. O agricultor que deixa a terra repousar no sétimo ano e devolve a propriedade no quinquagésimo declara, com seu próprio prejuízo financeiro, que a posse não é absoluta. A propriedade é depositária, não dominial. Toda a economia bíblica se estrutura sobre este princípio: somos administradores, não donos. Daqui se aprende que tzedaká não é generosidade — é restituição parcial do que nunca foi nosso por direito último.