Estudo Semanal

Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.

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מְצֹרָע

Parashá Metzorá

Tradução: "O atingido por tzara'at"
A parashá detalha o processo de purificação do metzorá. O kohen sai do acampamento até o paciente. Se a tzara'at sarou, traz-se duas aves vivas e puras, cedro, escarlate (shaní) e hissopo. Uma ave é abatida sobre vasilha de barro com água viva; a outra, junto com cedro, escarlate e hissopo, é mergulhada no sangue da primeira e liberta em campo aberto. O metzorá lava as vestes, raspa todo o cabelo, banha-se em águas vivas, e retorna ao acampamento — mas ainda permanece fora de sua tenda por sete dias. No oitavo dia, traz três korbanot — asham, chatat e olá — e oferta de farinha; sangue e óleo são aplicados na orelha direita, polegar direito e dedão direito do pé direito (mesmo ritual da consagração dos kohanim — restauração de dignidade). A parashá expande para tzara'at habayit — manchas que aparecem em paredes de casa em Eretz Israel; o kohen ordena esvaziar a casa antes da inspeção (para que utensílios não se tornem impuros); se persiste, retiram-se as pedras; se reaparece, demole-se a casa toda. Finalmente, as leis dos zav, zavá, niddá e ba'al keri — emissões corporais que geram tum'á — com seus períodos, lavagens e korbanot para reentrada na pureza ritual.
Midrash | Tanchuma, Metzorá 2
Rabi Yehoshua ben Levi ensina: o nome metzorá é interpretado como 'motzí shem ra' — aquele que faz sair um nome ruim. E por que sua purificação exige cedro, hissopo e escarlate? O cedro é a árvore mais alta; o hissopo, a planta mais humilde. O ensinamento: a língua que feriu por causa da soberba precisa aprender a humildade do hissopo. E o escarlate (em hebraico tola'at — verme) lembra que o orgulhoso é, diante do Eterno, como o verme. A purificação não é só ritual; é reaprendizado moral.