Estudo Semanal

Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.

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תַזְרִיעַ

Parashá Tazria

Tradução: "Conceberá"
A parashá abre com as leis da yoledet (mulher que dá à luz): após filho homem, sete dias de impureza ritual e mais trinta e três dias de purificação; após filha, quatorze e sessenta e seis dias. Ao final do período, traz korban olá (cordeiro de um ano) e korban chatat (pombo ou rolinha); a mulher de poucos recursos pode trazer duas aves. Em seguida, as extensas leis de tzara'at — afecção espiritual que se manifesta na pele, nos cabelos, nas roupas e (em Metzorá) também nas casas. Não se trata de doença médica, mas de sinal de impureza ritual: quando uma pessoa nota mancha branca brilhante, pelo embranquecido ou área de carne viva, deve ser examinada por um kohen — apenas o kohen declara tamê (impuro) ou tahor (puro), independentemente dos sintomas físicos. Há protocolos detalhados: isolamento por sete dias, segunda inspeção, eventual nova quarentena, ou declaração final. O metzorá declarado tamê deve rasgar suas vestes, deixar os cabelos soltos, cobrir o lábio superior e clamar 'tamê tamê', morando isolado fora do acampamento. Também as roupas (lã, linho ou couro) podem manifestar tzara'at — esverdeada ou avermelhada — e seguir processo similar de exame, isolamento, lavagem e eventual queima.
Talmud | Arachin 15b–16a
Rabi Yose ben Zimra ensina: tudo aquele que fala lashon hará (calúnia ou difamação) é atingido por nega'im (manchas de tzara'at). Rabi Shmuel bar Nachmani amplia: por sete coisas vêm nega'im — lashon hará, derramamento de sangue, juramento em vão, relações ilícitas, soberba, roubo e mesquinhez. O metzorá é literalmente motzí shem ra (que tira nome ruim) — sua afecção corporal manifesta visivelmente o dano invisível que sua língua causou. O exame pelo kohen e o isolamento ensinam: quem usa as palavras para separar deve ser, ele mesmo, separado, até que reconheça o peso do que disse.