Estudo Semanal
Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.
צַו
Parashá Tzav
Tradução: "Ordena"
Se Vayikrá apresentou os korbanot do ponto de vista de quem traz, Tzav os apresenta do ponto de vista dos kohanim — o lado operacional do serviço. A Olá deve queimar a noite toda no mizbêach; o esh tamid (fogo perpétuo) jamais pode se apagar. O kohen separa as cinzas com vestes especiais (terumat hadeshen) e depois as remove para fora do acampamento com roupas comuns — distinção entre serviço sagrado e tarefa exterior. A Minchá: porções para o altar e o restante para os kohanim como matzá no pátio. A Chatat e a Asham: santidade elevada; consumidas apenas pelos kohanim, no recinto sagrado, no mesmo dia ou na noite seguinte. O Shelamim distingue-se em três tipos — Todá (gratidão, com 40 pães, prazo de consumo de um dia), Nêder (voto) e Nedavá (livre, ambos com prazo de dois dias). Proibição absoluta e perpétua de chêlev (gorduras específicas) e dam (sangue) em todas as habitações. A parashá conclui com a consagração de Aharon e seus filhos por sete dias dentro do Ohel Mo'ed, conforme ordenado em Tetzavê — vestir, ungir, oferecer touros e carneiros, aplicar sangue na orelha, polegar e dedão, e permanecer recolhidos até o oitavo dia.
Midrash | Vayikrá Rabbá 7:5; Tanchuma Tzav 7
Sobre a terumat hadeshen — quando o próprio Kohen retira as cinzas do altar — os sábios ensinam: a Torá poderia ter delegado essa tarefa humilde aos serviçais, mas a confiou ao próprio kohen, em vestes sagradas. Lição de liderança espiritual: o grande não está acima do trabalho ordinário. O serviço de Hashem começa nas cinzas do dia anterior, no que muitos considerariam tarefa indigna. Quem aspira ao mizbêach precisa primeiro saber retirar as cinzas — princípio fundamental para todo aquele que conduz outros.