Estudo Semanal
Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.
אַחֲרֵי מוֹת
Parashá Acharei Mot
Tradução: "Após a morte"
Após a morte de Nadav e Avihu, Hashem instrui Aharon sobre como entrar no Kôdesh HaKodashim — apenas uma vez por ano, no décimo dia do sétimo mês (Yom Kipur), com protocolo preciso. O serviço de Yom Kipur do Kohen Gadol em detalhes: imersão, vestes brancas de linho, touro pelo seu próprio pecado, dois bodes — sorteios entre 'um para Hashem' (oferecido como chatat) e 'um para Azazel' (enviado ao deserto carregando os pecados de Israel). Confissão pessoal, familiar e nacional. Entrada no Santo dos Santos com incenso e sangue; aspersão sobre a kaporet, em frente, e sobre os altares. Troca de vestes, ofertas adicionais, queima dos restos do touro e do bode fora do acampamento. Lei perpétua: 'ki vayom hazê yechaper aleichem' — neste dia se fará expiação por vós. Em seguida, a proibição de oferecer korbanot fora do Mishkan e o mandamento de cobrir o sangue de animais silvestres e aves. Proibição absoluta de consumir sangue, pois 'a alma da carne está no sangue, e Eu o concedi para expiar sobre o altar'. A parashá conclui com a lista das arayot — relações sexuais proibidas (pais, irmãos, parentes próximos, vizinha do próximo, relação masculina, bestialidade) — e o aviso de que a terra 'vomita' nações que se contaminam com elas.
Talmud | Yomá 85b
Sobre o versículo 'vechai bahem' — 'que o homem fará, e por elas viverá' (Vayikrá 18:5), Rabi Yishmael e Rabi Akiva derivam o princípio supremo: 'vechai bahem — velô sheyamut bahem' — 'viverá por elas, e não que morra por elas'. Daqui se aprende a halachá de pikuach nêfesh dôchê et hakol — o salvamento de uma vida sobrepuja quase todas as mitzvot (exceto três: idolatria, relações proibidas e derramamento de sangue). A Torá não é caminho de morte, mas de vida. Em caso de risco de morte, comer no Yom Kipur, profanar o Shabat e descumprir qualquer outro mandamento não apenas é permitido — é obrigatório.