Estudo Semanal
Aprofunde-se nos ensinamentos da Torá e na sabedoria dos nossos Sábios.
נֹחַ
Parashá Noach
Tradução: "Descanso"
Diante da corrupção generalizada da humanidade, Hashem ordena a Noach que construa uma teivá (arca) para preservar sua família e representantes de cada espécie animal. O mabul cobre a terra por quarenta dias e quarenta noites, destruindo toda a vida fora da arca. Quando as águas baixam, Noach oferece sacrifícios, e Hashem estabelece um brit (aliança) com toda a humanidade, prometendo nunca mais destruir o mundo por água — o arco-íris (keshet) torna-se o sinal eterno desta aliança. Noach planta uma vinha, embriaga-se, e o episódio com seu filho Cham gera a maldição sobre Canaan. A humanidade volta a se reunir na planície de Shinar e ergue a Migdal Bavel (Torre de Babel), num projeto de soberba coletiva contra o Céu. Hashem confunde as línguas e dispersa as nações pela face da terra. A parashá conclui com a genealogia que vai de Shem até Avram, preparando a transição da história universal para a história particular do povo de Israel. Noach mostra que a justiça individual é necessária, mas não suficiente — é preciso também influenciar e elevar a geração em redor.
Talmud | Sanhedrin 56a
Daqui são derivadas as Sheva Mitzvot Bnei Noach — as Sete Leis Noáhicas obrigatórias a toda a humanidade: proibição de idolatria, blasfêmia, derramamento de sangue, relações ilícitas, roubo, comer carne de animal vivo, e o mandamento positivo de estabelecer tribunais de justiça. Estas leis formam o código moral universal e mostram que a Torá possui um chamado também para as nações.